1. Os atentados de 11 de setembro de 2001
A Al-Qaeda, liderada por Osama bin Laden, sequestra quatro aviões nos EUA, destruindo as Torres Gêmeas do World Trade Center e atingindo o Pentágono — cerca de 3 mil mortos. Marco de virada na política internacional: os EUA declaram a "Guerra ao Terror", redefinindo prioridades estratégicas globais por duas décadas.
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Para entender o 11 de Setembro, é preciso ir além do ataque em si e enxergar as raízes do terrorismo jihadista: nos anos 1980, durante a Guerra do Afeganistão, os EUA financiaram e armaram os mujahidin para expulsar os soviéticos, e desse caldeirão saiu justamente Osama bin Laden, que depois voltou sua máquina de guerra contra o antigo patrono, indignado com a presença de tropas americanas na Arábia Saudita, terra sagrada do Islã, e com o apoio incondicional a Israel. A Al-Qaeda nasce dessa ruptura, com uma ideologia que funde leitura radical do Islã, antiamericanismo e a ideia de jihad global contra o "Ocidente opressor". O atentado de 2001 não foi um raio em céu azul, mas o ápice de uma escalada que já tinha ido de atentados a embaixadas americanas na África (1998) até o ataque ao destróier USS Cole (2000).
No dia 11, dezenove sequestradores divididos em quatro células aéreas cumpriram o plano: dois aviões atingiram as torres, um terceiro caiu no Pentágono e o quarto, graças à reação dos passageiros, caiu na Pensilvânia, sem chegar ao alvo — provavelmente o Capitólio ou a Casa Branca. O exemplo concreto que sintetiza as consequências é a Invasão do Afeganistão, ainda em outubro de 2001, que derrubou o Talibã, mas transformou o país numa guerra de duas décadas e num fracasso estratégico, com a volta do Talibã ao poder em 2021.