F2 · Aulas 35–36

Os Estados Unidos: entre a Independência e a Primeira Guerra Mundial

1. Formação das fronteiras

Expansão para o oeste por compra (Louisiana, 1803; Alasca, 1867), guerra (metade do território mexicano, 1848) e ocupação. Justificada pela ideologia do Destino Manifesto — a crença numa missão divina —, custou o extermínio e o confinamento dos povos indígenas em reservas. A Marcha para o Oeste foi acelerada pela corrida do ouro e pela ferrovia.

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A formação das fronteiras dos Estados Unidos é inseparável do conceito de Destino Manifesto, cunhado pelo jornalista John O'Sullivan em 1845 para justificar a expansão continental como desígnio divino e superioridade anglo-saxônica. Trata-se de ideologia que articulava nacionalismo, protestantismo e racismo, legitimando a conquista de territórios indígenas e mexicanos como "civilizadora".

2. Guerra de Secessão (1861-1865)

Norte industrial, protecionista e abolicionista contra Sul agrário, livre-cambista e escravista. A eleição de Lincoln precipita a secessão dos confederados. Vitória do Norte, com a Proclamação de Emancipação (1863) e a 13ª Emenda. Consolidou o modelo industrial, mas a Reconstrução falhou: vieram as leis Jim Crow e a Ku Klux Klan.

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A Guerra de Secessão é o divisor de águas da história norte-americana, e as provas cobram justamente as causas estruturais que o resumo já sintetizou: a disputa sobre a expansão da escravidão para os territórios do Oeste, que unia o abolicionismo moral do Norte ao seu interesse econômico em um mercado interno livre de mão de obra cativa e protegido por tarifas.

A Emancipação de 1863 e a 13ª Emenda (1865) libertaram cerca de quatro milhões de pessoas, mas não lhes garantiram terra nem cidadania efetiva — daí o fracasso da Reconstrução, a ascensão das leis Jim Crow e da Ku Klux Klan, que restauraram a supremacia branca no Sul por quase um século.

3. O imperialismo dos Estados Unidos no século XIX

Da Doutrina Monroe (1823) — “a América para os americanos” — ao corolário Roosevelt e à política do Big Stick. A Guerra Hispano-Americana (1898) rendeu Porto Rico, Guam e Filipinas, e Cuba sob a Emenda Platt. Somam-se a diplomacia do dólar e a construção do Canal do Panamá.

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O imperialismo estadunidense do século XIX deve ser entendido como uma transição do expansionismo continental, consolidado na conquista do Oeste e na guerra contra o México (1848), para um expansionismo de ultramar, voltado ao Pacífico e ao Caribe — este último considerado por Washington sua área de influência natural. Esse salto foi impulsionado por fatores internos: o fim da fronteira anunciado por Frederick Jackson Turner em 1893, o excedente industrial que exigia mercados externos, a doutrina do destino manifesto reeditada em chave racial (o “fardo do homem branco”, de Kipling) e o desejo de uma marinha de guerra capaz de projetar poder, defendido por Alfred Mahan e materializado no encouraçado Maine, cuja explosão no porto de Havana serviu de pretexto para a guerra de 1898.