Economia e sociedade
O café torna-se o motor da economia e sustenta ferrovias, portos e o surto industrial de Mauá. O fim do tráfico (Eusébio de Queirós, 1850) libera capital e é seguido pela Lei de Terras. A abolição vem por etapas — Ventre Livre (1871), Sexagenários (1885) e Lei Áurea (1888) —, sem inclusão. A imigração europeia subsidiada substitui os escravizados sob a ideologia do branqueamento.
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A economia do Segundo Reinado organiza-se em torno da economia cafeeira, mas seu funcionamento revela um arranjo social complexo: o café do Vale do Paraíba (RJ) usava mão de obra escravizada e técnicas rudimentares, enquanto o Oeste Paulista, a partir de 1870, adotou o colonato, combinando trabalho livre imigrante com o sistema de parceria — o colono recebia um lote para cultivar alimentos e um salário pelo café colhido, o que reduzia custos e criava mercado interno. Esse modelo explica como São Paulo ultrapassou o Rio como polo dinâmico e por que a Lei de Terras de 1850 foi decisiva: ao exigir compra para legalizar posses, impediu que imigrantes e libertos se tornassem proprietários, garantindo mão de obra barata para as fazendas e perpetuando a concentração fundiária.