1. Antecedentes e conjuntura
Fracasso da Liga das Nações, expansionismo do Eixo — Manchúria, Etiópia, Renânia, Áustria — e a política de apaziguamento franco-britânica, consagrada no Acordo de Munique (1938), que entregou os Sudetos a Hitler. O Pacto Germano-Soviético (1939), com cláusula secreta de partilha da Polônia, abriu caminho para a invasão.
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O ponto de partida para entender a Segunda Guerra está na crise da ordem de Versalhes, montada em 1919 sem que a Alemanha derrotada e a Rússia soviética dela participassem, o que a tornava frágil diante de qualquer revisionismo. Essa fragilidade ficou evidente com a Liga das Nações, criada para mediar conflitos, mas sem exército próprio e dependente da boa vontade das potências, que a abandonaram quando lhes convinha: os EUA nunca ratificaram sua entrada, a Alemanha e o Japão saíram nos anos 1930, e a URSS foi expulsa em 1939 após invadir a Finlândia. Nesse vazio, a política de apaziguamento britânica ganhou força, baseada na memória traumática da Primeira Guerra e na tese de que concessões razoáveis a Hitler evitariam novo conflito, além do temor de que o nazismo servisse de barreira ao avanço comunista.
Exemplo concreto e decisivo é a Crise dos Sudetos: em setembro de 1938, Chamberlain e Daladier cederam a Hitler a região tcheca de língua alemã no Acordo de Munique, sem consultar a Tchecoslováquia nem a URSS, e em março de 1939 Hitler já ocupava o restante do país, provando que o apaziguamento apenas estimulou novas exigências. Em seguida veio o Pacto de Não Agressão Germano-Soviético (agosto de 1939), com protocolo secreto dividindo a Europa Oriental, que isolou a Polônia e selou seu destino.