1. Governo de Afonso Pena – PRM (1906-1909)
Assina o Convênio de Taubaté (1906): o Estado compra o excedente de café com empréstimos externos para sustentar o preço — socialização das perdas do setor privado. Incentiva a imigração e as ferrovias. Morre no cargo, sucedido por Nilo Peçanha.
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O governo de Afonso Pena (1906-1909) insere-se no pleno funcionamento da política dos governadores, arquitetada por Campos Sales: o presidente sustentava no Congresso as bancadas estaduais fiéis, e estas, em troca, garantiam a aprovação dos interesses do Executivo, num arranjo que mantinha as oligarquias no poder e isolava a oposição. Economicamente, o Convênio de Taubaté consolidou-se como marco da intervenção estatal na cafeicultura, mas é preciso entender seu mecanismo: o governo tomava empréstimos externos, comprava o excedente e o retinha, segurando o preço no mercado internacional; o exemplo concreto é a Caixa de Conversão (criada em 1906), que fixava o câmbio e emitia moeda lastreada em ouro, beneficiando diretamente os exportadores de café ao garantir a conversibilidade e estabilizar a renda das sacas.
Já a imigração incentivada nesse período não visava substituir a mão de obra escrava — abolida desde 1888 —, mas suprir a crescente demanda por trabalhadores nas lavouras de café, sobretudo com italianos, espanhóis e japoneses, muitos atraídos por subsídios e pela promessa de terra, embora muitos acabassem como colonos endividados nas fazendas paulistas. As ferrovias igualmente serviam a esse circuito: escoavam a produção do interior para o porto de Santos, integrando a economia cafeeira ao mercado externo.