1. Precursores do Iluminismo
A Revolução Científica do século XVII — Copérnico, Galileu, Newton — e o método racional de Descartes e empírico de Bacon estabelecem a razão como critério. John Locke funda o liberalismo político: direitos naturais à vida, à liberdade e à propriedade, e legitimidade do governo pelo consentimento.
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Os precursores do Iluminismo não formam um bloco homogêneo, mas uma corrente de ruptura com a escolástica medieval e com o argumento de autoridade da Igreja, articulando razão, experiência e crítica. Enquanto a Revolução Científica forneceu o modelo de conhecimento verificável, a crise da consciência europeia — guerra dos Trinta Anos, Reforma e Contrarreforma, expansão marítima e relativização dos costumes — abriu espaço para duvidar de verdades até então inquestionáveis. Nesse contexto, Thomas Hobbes, em Leviatã (1651), parte do estado de natureza como guerra de todos contra todos e justifica o contrato social que transfere poder ao soberano em troca de segurança, formulação que antecipa o debate iluminista sobre legitimidade, ainda que por uma via absolutista.
O caso de Montesquieu é exemplar: em O Espírito das Leis (1748), analisa comparativamente monarquias, repúblicas e despotismos, extraindo das instituições inglesas a separação dos três poderes como mecanismo de freio ao arbítrio — exemplo concreto de como o método empírico e comparativo se converte em proposta política. Na prática, as provas costumam cobrar a transição do pensamento político moderno: a Fuvest e a Unicamp pedem relação entre Locke e Hobbes (direitos naturais versus soberania absoluta), a Unesp e a Unifesp exploram a influência dos precursores sobre a Independência dos EUA e a Revolução Francesa, e o ENEM tende a contextualizar o Iluminismo como resposta às estruturas do Antigo Regime, exigindo interpretação de texto-fonte.
Dominar essa distinção é decisivo para não perder pontos em questões comparativas.