F2 · Aula 17

A passagem da Idade Média à época moderna: fronteiras e problemas

A passagem da Idade Média à época moderna: fronteiras e problemas

A divisão em “idades” é convenção de historiadores; as datas-marco (1453, 1492) não foram rupturas vividas pelos contemporâneos. Os Annales propõem a longa duração: estruturas e mentalidades mudam devagar. Elementos medievais e modernos coexistiram — a servidão persistiu no Leste. Criticar a periodização eurocêntrica é matéria de prova.

Aprofundar

A crítica à periodização tradicional ganha força quando percebemos que os próprios contemporâneos não tinham consciência de estar "inaugurando" uma era: quem viveu a queda de Constantinopla em 1453 ou a chegada de Colombo à América em 1492 continuou organizando a vida pelas lógicas feudais de suserania, vassalagem, tempo agrícola e mentalidade religiosa, de modo que a chamada "modernidade" foi um rótulo aplicado séculos depois por historiadores que precisavam organizar o material didático.