A. Inglaterra
Na Índia, a Companhia das Índias Orientais dá lugar ao domínio direto após a Revolta dos Cipaios (1857); Vitória é proclamada imperatriz em 1877. Na China, vence as Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860), impondo o Tratado de Nanquim, a abertura de portos e a cessão de Hong Kong.
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A Inglaterra representa o modelo mais acabado do imperialismo oitocentista porque combinou dois instrumentos distintos conforme o alvo: na Índia, valeu-se de uma empresa privada e, depois, do domínio colonial direto; na China, de guerras comerciais e tratados desiguais. Esse contraste ilumina o próprio conceito de imperialismo — não a simples conquista territorial, mas a subordinação econômica e política de regiões periféricas aos interesses industriais e financeiros europeus. O caso chinês é exemplar: a Inglaterra vendia ópio à China para equilibrar sua balança comercial (já que comprava chá e seda sem contrapartida), e quando o governo Qing tentou proibir o tráfico, Londres respondeu com força naval.
Após as Guerras do Ópio, os tratados desiguais impuseram indenizações, extraterritorialidade e a abertura de portos como Xangai, transformando a China em área de influência informal — sem anexação formal, mas com soberania mutilada. Na Índia, o caminho foi outro: a Companhia das Índias Orientais administrou o território até a Revolta dos Cipaios (1857), quando a Coroa assumiu o controle direto.