Motivos gerais do imperialismo
Econômicos: matérias-primas, mercados consumidores e áreas de investimento para o capital excedente — tese de Lenin, que vê o imperialismo como fase superior do capitalismo. Políticos: prestígio nacional e disputa entre potências. Ideológicos: o darwinismo social de Spencer, o racismo científico e a ideia do "fardo do homem branco", que apresentavam a dominação como missão civilizadora. Demográficos: excedente populacional europeu.
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O imperialismo, mais que um simples surto expansionista, foi a resposta articulada de um capitalismo que, na virada do século XIX para o XX, já não encontrava nos mercados nacionais a válvula para seus excedentes. A leitura de Lenin, embora não seja a única, continua sendo a mais cobrada nos vestibulares: para ele, o capital financeiro, fusionando bancos e indústrias, precisava dividir o mundo para garantir matérias-primas baratas, mercados cativos e áreas seguras para investir o capital que sobrava na Europa — daí a Partilha da África (Conferência de Berlim, 1884-85) como exemplo concreto, quando potências europeias simplesmente riscaram fronteiras alheias no mapa, ignorando etnias e reinos locais, para assegurar suas zonas.
Mas há um fator que o resumo não esgota: a política de massas e o nacionalismo populista. O alemão Bernhard von Bülow resumiu a lógica interna: "não queremos colocar ninguém na sombra, mas também exigimos um lugar ao sol". Ou seja, o imperialismo servia também para desviar tensões sociais internas, oferecendo ao operariado a ilusão de pertencer a uma nação vitoriosa. Junte-se a isso a corrida naval anglo-alemã, que acelerou a diplomacia das canhoneiras.