1. Pioneirismo ibérico nas Grandes Navegações
Portugal sai à frente pela centralização precoce (1385), posição atlântica, escola de Sagres e financiamento burguês. A Espanha entra após 1492, com Colombo. Os tratados de Tordesilhas (1494) dividem o mundo entre as duas coroas, com aval papal.
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O pioneirismo ibérico se explica por uma combinação de fatores que a prova costuma exigir que você relacione, não apenas liste: centralização política precoce, localização atlântica e experiência náutica acumulada desde a Reconquista. Em Portugal, a crise dinástica de 1383-1385 resolveu-se com a ascensão da dinastia de Avis, que alinhou a Coroa aos setores mercantis de Lisboa e atraiu capital genovês e florentino; o resultado foi a exploração sistemática da costa africana, impulsionada pela busca de ouro, escravizados e do caminho marítimo para as Índias, contornando o monopólio veneziano das especiarias.
No Enem, o tema costuma surgir em interpretação de mapa ou texto sobre Tordesilhas, exigindo a noção de que o tratado de 1494 era provisório e foi contestado por outras potências. Vale citar, ainda, que a escola de Sagres é hoje tratada com reservas pela historiografia: mais que um centro científico formal, foi um ponto de convergência de pilotos, cartógrafos e investidores, símbolo do esforço estatal português.
Dominar esses matizes — Avis, Castela-Aragão e o caráter comercial-religioso da expansão — é o que separa a resposta mediana da resposta nota máxima.