1. Expansão demográfica
Fim das invasões, clima mais quente e inovações técnicas — arado de aiveca, rotação trienal, moinhos, ferradura e atrelagem — elevam a produção agrícola. O excedente sustenta o crescimento populacional, que por sua vez pressiona por novas terras e alimenta a expansão.
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A expansão demográfica dos séculos XI-XIII é o motor silencioso de toda a Baixa Idade Média: entre 1000 e 1300, a população europeia salta de cerca de 40 para 70 milhões de habitantes, um crescimento de quase 75% que transforma a paisagem, a economia e a sociedade do continente. O conceito-chave aqui é o de ciclo de retroalimentação: o fim das invasões normandas, húngaras e sarracenas traz segurança, o que permite fixar camponeses e cultivar terras antes abandonadas; o clima mais ameno (o chamado Optimum Climaticum Medieval) alonga as estações de plantio; e as inovações técnicas já citadas elevam a produtividade por hectare e por trabalhador.
Mais comida gera mais gente, e mais gente gera mais braços para desmatar, drenar pântanos e arar novas terras — as chamadas arroteias ou assart.