F2 · Aula 41

A Segunda Revolução Industrial

1. A Segunda Revolução Industrial

A partir de 1870: novas fontes de energia (eletricidade e petróleo), novos materiais (aço, alumínio), química e novos meios de comunicação e transporte — telégrafo, telefone, automóvel, avião. Surgem a produção em série, o taylorismo e o fordismo, e o capitalismo monopolista, com trustes e cartéis.

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A Segunda Revolução Industrial representou uma mudança qualitativa no próprio modo de produzir: se antes a fábrica dependia da mecanização movida a vapor e da habilidade artesanal do operário, agora a ciência passa a ser aplicada diretamente à produção, criando o que se convencionou chamar de capitalismo científico. O conhecimento deixa de ser apenas empírico e se torna insumo industrial, o que explica a aproximação entre universidades, laboratórios e empresas, sobretudo na Alemanha e nos Estados Unidos, que ultrapassam a Inglaterra na liderança econômica mundial.

2. Crise do capitalismo (1873-1896)

A Grande Depressão do século XIX: superprodução, queda de preços e lucros, falências e concentração de capital em monopólios. As respostas foram o protecionismo, o avanço do capital financeiro e, sobretudo, a busca de mercados e matérias-primas fora da Europa — ou seja, o imperialismo.

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A Grande Depressão de 1873-1896 não foi uma crise de escassez, mas de abundância: a segunda revolução industrial multiplicou a produção de aço, química e eletricidade, e a rede ferroviária e os navios a vapor integraram mercados mundiais, fazendo os preços caírem de forma persistente e corroendo as margens de lucro. Isso desencadeou uma crise de rentabilidade do capital, que os empresários resolveram menos pela inovação e mais pela reorganização do mercado: trustes, cartéis e holdings passaram a fixar preços e dividir territórios, enquanto a fusão entre capital industrial e bancário deu origem ao capital financeiro, que passou a financiar empreendimentos de longo prazo e alta escala.